Uma medida que está no centro do debate é a entrega de 95 escolas públicas de Minas Gerais à gestão privada.
O contrato foi vencido por um fundo ligado ao BTG Pactual Health Infra, que ficará responsável pela manutenção das escolas durante 25 anos, por 22,3 milhões de reais.
Segundo a notícia, esse fundo opera por meio da IG4, com relação ao BTG Pactual, e já atua em outros serviços, como a administração do Hospital Metropolitano em Belo Horizonte.
A ideia de parcerias público-privadas na educação aponta o objetivo de lucro para um conjunto de empresários, o que preocupa quem acompanha a área.
Há o receio de que a terceirização dos serviços de apoio às escolas leve a demissões de milhares de Auxiliares de Serviços Básicos, como cantineiros, zeladores e porteiros.
Outro ponto citado é a possibilidade de redução do poder de decisão da comunidade escolar, já que a gestão ficaria sob uma empresa privada.
Ainda, há a menção de que dados sensíveis dos estudantes podem ficar sob risco de exposição ou de interesses privados.
Na prática, trabalhadores da educação de Minas Gerais realizaram um ato em Belo Horizonte com a participação de estudantes secundaristas para pedir a reversão do leilão.
Os manifestantes lembram que a educação é um direito da população e defendem que escolas não devem virar mercadoria.
A reportagem também traz a lista de escolas leiloadas, que foi divulgada, embora o material público com essa relação tenha sido resumido na matéria.
O texto ainda aponta que o BTG Pactual tem participação em outras negociações de privatização no Brasil, como projetos relacionados à Copasa e à Sabesp.
Para quem acompanha as discussões na região, incluindo Lagoa Santa, esse tema ganha relevância pela relação entre serviços públicos, democracia e qualidade da educação.
O que fica em evidência é a necessidade de acompanhamento da sociedade civil, para entender impactos locais e as possibilidades de reversão dessas decisões.
Fonte: Cauê Diniz / B3
