O Brasil enfrenta um desafio antigo: mais de 30% da água tratada é perdida no sistema de distribuição, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento.
Nesse cenário, aeroportos têm buscado fazer mais com menos, adotando iniciativas de eficiência hídrica.
O Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, já reutilizou, desde 2022, 56,4 milhões de litros de água.
Entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, o volume reutilizado superou 20 milhões de litros, equivalentes a aproximadamente oito piscinas olímpicas.
Esse crescimento está ligado à expansão dos sistemas de tratamento e reutilização instalados no terminal.
Em 2022, o aeroporto reutilizou aproximadamente 2,7 m³ de água.
Esse volume aumentou para 16,1 m³ em 2023, 17,6 m³ em 2024 e 18,5 m³ em 2025.
Nos dois primeiros meses de 2026, a reutilização foi de 1,5 m³.
Ao todo, o avanço representa um crescimento superior a sete vezes nesse período.
O sistema de reutilização é baseado em Estações de Tratamento de Águas Cinzas (Greywater Treatment Plants, GWTPs), que tratam água da chuva e águas servidas de pias e chuveiros no terminal.
Após o tratamento, a água é destinada a atividades não potáveis, como descarga de vasos sanitários, limpeza operacional, enchimento de caminhões-pipa e irrigação de áreas verdes.
Conforme destaca Emerson Chaves, gerente de Infraestrutura e Meio Ambiente do aeroporto, a reutilização passou a fazer parte da operação nos últimos anos.
“A reutilização passou a fazer parte da rotina do nosso terminal, impactando a redução do consumo de água potável e o uso de recursos”, ele afirmou.
O projeto de tratamento de águas cinzas recebeu reconhecimento da Airports Council International no fim de 2024, integrando o terminal ao programa Green Airport.
E em 2025, novas iniciativas voltadas à biodiversidade também foram reconhecidas pela instituição.
Fonte: Aeroporto Internacional de Confins
