FAB celebra 60 anos do T-25 Universal, o treinador que formou gerações de pilotos no Brasil

A Força Aérea Brasileira celebra um marco histórico: sessenta anos desde o primeiro voo do Neiva T-25 Universal, registrado em 9 de abril de 1966.

O T-25 tornou-se um pilar da instrução aérea no país e segue sendo essencial na formação de novos pilotos.

Essa origem está ligada a um momento em que havia restrições para adquirir aeronaves estrangeiras, o que motivou o desenvolvimento de uma aeronave nacional.

O projeto foi liderado pela Indústria Aeronáutica Neiva, com base no conceito N-621 idealizado pelo engenheiro Joseph Kovacs.

As primeiras unidades entraram em operação no início dos anos 1970, com entregas iniciando em 1971.

Ao longo das décadas, o T-25 ocupou um papel central na Academia da Força Aérea, em Pirassununga, formando cadetes e preparando aviadores para a carreira militar.

Milhares de aviadores iniciaram suas trajetórias nos céus graças a esse treinador, reconhecido pela robustez, confiabilidade e adequação ao treinamento básico.

Além de suas funções básicas, o T-25 também participou de fases mais avançadas do treinamento e chegou a integrar as atividades da Esquadrilha da Fumaça na década de 1980.

O modelo ainda teve espaço no mercado internacional, sendo exportado para países da América Latina e fortalecendo a presença da indústria aeronáutica brasileira no segmento.

O programa, desenvolvido pelo Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa, representa um avanço significativo na capacidade nacional de desenvolver e integrar tecnologia aeronáutica.

A entrega das primeiras aeronaves modernizadas em 2025 marca uma nova fase da instrução aérea militar brasileira e assegura que o T-25 continue cumprindo sua missão por muitos anos.

Ao completar seis décadas desde o seu primeiro voo, o T-25 Universal reafirma seu papel como um dos maiores símbolos da formação de pilotos no Brasil, além de representar a evolução da indústria aeronáutica nacional e o compromisso da FAB com a excelência operacional e a soberania tecnológica.


Fonte: Cavok Brasil

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