O que era para ser um anúncio de modernização acabou virando motivo de críticas nas redes sociais em Lagoa Santa.
Um vídeo publicado pelo atual prefeito, mostrando um carro equipado com tecnologia de geoprocessamento para fiscalização urbana, acabou repercutindo — mas não exatamente do jeito que a prefeitura esperava.
No vídeo, o prefeito fala em avanço, eficiência e em como a tecnologia pode ajudar a cidade a “enxergar melhor” os problemas e agir mais rápido.
O veículo, identificado com a marca Mapzer, aparece como símbolo dessa ideia de cidade inteligente, conectada e mais eficiente.
Só que, na prática, a reação de muita gente foi bem diferente…
Nos comentários, o clima ficou mais para cobrança do que para comemoração.
Uma das críticas mais diretas questiona a utilidade prática do carro:
“Esse carro vai cortar os matos, construir calçadas ou só catar dinheiro de multas para prefeitura?”
Outro comentário ironiza a capacidade da tecnologia:
“Esse carro também consegue capturar asfalto ruim? Buracos? Quebra-molas irregulares?”
E aí entra um ponto que pegou forte: o dinheiro público.
Muita gente levantou a questão de prioridade.
A sensação que aparece nos comentários é meio aquela conversa de bar mesmo: “beleza, legal ter tecnologia… mas e o básico?”.
Para esses moradores, antes de investir em um carro cheio de sensores e sistemas, a prefeitura deveria estar resolvendo problemas mais visíveis no dia a dia, como saúde, infraestrutura e organização urbana.
Teve até quem foi mais ácido, sugerindo que o carro pode acabar servindo mais para aplicar multas do que para melhorar a vida da população.
Esse tipo de comentário mostra uma desconfiança clara sobre o destino do dinheiro dos impostos — se ele está sendo usado para resolver problemas reais ou para bancar iniciativas que, na prática, não mudam tanto assim a rotina da cidade.
